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INSEGURANÇA

- 18-04-2017 - 14h40min
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Falta de efetivo e de viaturas contribuem para o aumento da criminalidade

A legislação ultrapassada e a burocracia são outros fatores citados como fatores de influência
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Promotora Valdirene Jacobs: burocracia e legislação ultrapassada aumentam a criminalidade

  • Promotora Valdirene Jacobs: burocracia e legislação ultrapassada aumentam a criminalidade Audiência ocorreu na Câmara Municipal

Anete Poll

Falta de efetivo e de viaturas contribuem para o aumento da criminalidade

Promotora Valdirene Jacobs: burocracia e legislação ultrapassada aumentam a criminalidade

ANETE POLL

anete@jornalagora.com

Uma audiência pública, realizada na manhã de ontem (17), na Câmara Municipal, reuniu várias autoridades na área de segurança, colocando em evidência o que a maioria da população já sabe: a falta de efetivo, a falta de viaturas, a burocracia e a legislação ultrapassada são os principais fatores do aumento da criminalidade. Um dos principais pedidos durante a audiência foi o reforço de operações especiais, principalmente para o desarmamento de criminosos. O encontrou foi coordenado pela Comissão Especial da Segurança Pública, que tem como presidente o deputado estadual Ronaldo Santini (PTB) e integrantes os deputados Adilson Troca (PSDB) e Luiz Fernando Mainardi (PT).

O prefeito Alexandre Lindenmeyer, presente ao evento, ressaltou que o Município foi impactado pela criminalidade. “Tivemos um crescimento econômico fortíssimo, o que foi extremamente positivo. Mas também este crescimento trouxe também muitas mazelas”, disse ele. O prefeito enumerou ainda as ações feitas junto a Guarda Municipal e GGI-M para capacitação e aperfeiçoamento.

SITUAÇÃO DE TERROR

A prefeita de São José do Norte, Fabiany Zogbi Roig, manifestou a preocupação frente aos números crescentes do município vizinho. “Temos uma população de 27 mil pessoas. Tivemos este ano 11 homicídios, oito tentativas de homicídios e 53 furtos qualificados, fora outros delitos, também graves. Nossa comunidade está em situação de terror, o tráfico tomando conta e temos e um cenários de jovens e crianças portando armas”, relatou a prefeita.

Segundo a chefe do Executivo nortense, o efetivo policial é extremamente baixo. “Temos 17 policiais da Brigada Militar e apenas um núcleo de policiamento comunitário. A Polícia Civil tem apenas cinco agentes e não temos delegado. Dependemos sempre que venha um do Rio Grade para suprir esta falta. Esse baixo efetivo e a falta de titular da delegacia nos traz transtornos muito grandes. Os brigadianos prendem os criminosos e não têm para onde levá-los. Temos urgentemente a necessidade de aumentar o efetivo”, reforçou a prefeita.

LEGISLAÇÃO ULTRAPASSADA

A promotora Valdirene Santos Medeiros Jacobs apontou que um grande problema, e que atormenta o Ministério Público, é a questão do menor e do seu envolvimento com o tráfico. Além disso, ela relacionou o crescimento do número de homicídios nos dois municípios – Rio Grande e São José do Norte –, a ordens emitidas de dentro a Penitenciária Estadual do Rio Grande (Perg). “Tivemos alguns casos que pertencem à nossa penitenciária. Por este motivo, afastamos da nossa Comarca alguns presos perigosos e estamos tentando outras medidas quanto a isso”, salientou a promotora.

Outro ponto que a promotora Valdirene enumerou é em relação a legislação. “A questão do menor não é culpa das polícias, promotores e magistrados. O trabalho é feito conforme prevê a lei. O que temos que fazer é rever esta legislação, em que o menor de 14, 15 anos tem uma pena de, no máximo três anos, em unidade socioeducativa quando é autor de crime contra a vida. Temos que discutir este assunto. A partir de 12 anos já é considerado adolescente e para tirar a vida de alguém, o fazem sem receio nenhum. A legislação não se aplica mais à nossa juventude. E nem discuto a questão da maioridade, e sim de punições mais graves a casos mais graves”, salientou. Há casos, inclusive, de promotores e magistrados, agredidos por adolescentes.

MERGULHADOS NA BUROCRACIA

Segundo a promotora Valdirene, “nós não estamos sabendo lidar com problemas básicos. Estamos mergulhados na burocracia”. Ela exemplificou a doação de uma viatura para a Perg, conseguida há dois anos. Até hoje a viatura está parado no pátio por problemas burocráticos quanto à documentação. “Conseguimos, sem gastar um tostão, uma viatura tão necessária para a Perg e, por problemas burocráticos, não podemos utilizá-la. Não consigo entender como as coisas não andam. O que me choca é que isso tudo vai para um mesmo ralo. A incompetência está nos levando ao caos”, frisou.

FALTA DE VIATURAS

Representando a Brigada Militar, esteve presente o capitão Claudiomiro Mendonça, subcomandante do 6º BPM. “Todo mundo sabe da falta de efetivo dos órgãos da segurança. Este é um problema que nos remete a décadas”, enfocou o militar. Segundo ele, o efetivo da Brigada hoje representa apenas 48% do efetivo de 10 anos. Sem contar que no ano passado 17 militares passaram para a reserva e este ano a previsão é de que mais 23 entrem para a reserva.

As viaturas também são problemas. Quando iniciou o policiamento comunitário, eram 14 viaturas. Hoje, são apenas oito. O restante está esperando manutenção, sendo que duas não têm mais como trafegar. Todas com mais de 100 mil quilômetros rodados. “Se tivéssemos todas em condições de rodar, não teríamos efetivo para isso”, concluiu o policial. Quanto aos homicídios, o militar disse que esta é uma questão que preocupa muito. Operações e rondas ostensivas tiram das ruas uma média de quatro a cinco armas durante a semana e nos finais de semana. Estamos sendo incansáveis, mas precisamos de mais efetivo”. O delegado regional de Polícia Civil, Elione Lopes, ressaltou que a elucidação dos homicídios chega a 80%, mesmo com a defasagem do efetivo.

O deputado Mainardi ressaltou: “a gente não vai resolver todos os problemas. Mas é importante enfatizar aqui as relações que se estabelecem. Podemos claramente perceber que quando temos a presença do efetivo, os números baixam. E não temos como deixar de enfrentar o problema do efetivo”, finalizou.


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