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- 19-04-2017 - 15h14min
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Infestação de pulgas pauta reunião na Escola Porto Seguro

Após 50 dias de suspensões, SMEd orienta que aulas retornem na segunda (24)
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Comunidade escolar esteve reunida na tarde ontem para discutir o problema

  • Comunidade escolar esteve reunida na tarde ontem para discutir o problema Após dedetizações e outras ações, o problema parece ainda não estar resolvido

Fabio Dutra

Infestação de pulgas pauta reunião na Escola Porto Seguro

Comunidade escolar esteve reunida na tarde ontem para discutir o problema

TATIANE FERNANDES

tati@jornalagora.com.br

O problema das pulgas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Seguro, no Parque Marinha, começou há 50 dias e ainda não foi resolvido. De acordo com a diretora da escola, professora Carmem Leite, o aparecimento das pulgas ocorreu no dia 1º de março, na volta do feriado de Carnaval, e desde então foram realizadas diversas ações pelas secretarias de Município de Educação (SMEd), do Meio Ambiente (SMMA) e de Serviços Urbanos (SMCSU), pelos próprios funcionários da escola, por ela mesma e pela vigilância ambiental, mas, ainda, o problema persiste. Diante do fato, foi realizada uma reunião na escola, na tarde de ontem (18), com as presenças dos pais de alunos, da comunidade escolar e de representantes do Município para debater o assunto.

Carmem informou que assim que percebeu o aparecimento de pulgas, comunicou a Smed e a Vigilância Sanitária. Ela disse que a primeira dedetização, realizada por uma empresa contratada pela Smed, foi feita na escola no dia 25 de março. Depois foram aplicadas novas doses do veneno nos dias 28 e 31 de março e nos dias 6 e 12 de abril. Mas, segundo ela, antes disso várias medidas foram tentadas, como aplicação de remédio pelos funcionários, orientados pela Vigilância Sanitária, aplicação de vinagre, limpeza - total e constante - das calçadas com alvejante, corte de grama muito mais frequente do que o habitual, entre outras.

A diretora contou, inclusive, que passou a manhã do domingo de Páscoa na função, aplicando 20 litros de vinagre de álcool nas paredes e calçadas. Além da empresa que está fazendo o trabalho de dedetização, informou que, na segunda-feira (17), equipes da SMCSU estiveram no local realizando uma dedetização mais intensa.

Segundo a diretora, as aulas estão suspensas desde o dia 6 de abril, antes disso, no período de greve dos professores, que durou 20 dias, ocorreram poucas aulas. No período antes da greve, houve suspensões de aulas nas salas onde foram encontrados focos do inseto. Carmem argumenta que o transtorno é imenso, mas que a principal preocupação é com a saúde das crianças.

Há mais de um mês com os filhos em casa, muitos pais e responsáveis por alunos mostraram total indignação, no decorrer da reunião, e cobraram uma solução da SMEd. Teve quem sugerisse que se fizesse um protesto em frente à Prefeitura, já que o secretário de Educação, André Lemes, não compareceu à reunião. Outra mãe perguntou sobre a possibilidade de se realizar as aulas em outro prédio cedido pelo Município. Outros manifestaram que tiveram os filhos picados e que não aceitam que o fato se repita. Segundo informações, a escola chegou a ser denunciada no Ministério Público.

Da Secretaria da Saúde, a chefe de gabinete do secretário, Adriana Matos, informou que a secretária está trabalhando desde o início parta resolver o problema. Explicou sobre o ciclo das pulgas e disse que o problema já está controlado, tanto que a determinação da SMEd é para que todos retornem à aula na segunda-feira (24). A secretária adjunta da SMEd, Neci Maria Coelho, garantiu que as aulas serão recuperadas, disse que as 800 horas-aulas e os 200 dias letivos são direitos que estão garantidos a todos os estudantes. O secretário André Lemes não compareceu à reunião porque estava em Brasília ontem (18). Segundo Adriana, ele estava tratando do problema das obras das creches, que estão paradas no Município.


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