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Assembleia instala Frente Parlamentar em Defesa do Polo Naval do Rio Grande

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Iniciativa tem o propósito de sensibilizar os governos estadual e federal para frear o desmonte da indústria naval

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Assembleia instala Frente Parlamentar em Defesa do Polo Naval do Rio Grande

Iniciativa tem o propósito de sensibilizar os governos estadual e federal para frear o desmonte da indústria naval

A Assembleia Legislativa instalou, na manhã de ontem (18), a Frente Parlamentar em Defesa do Polo Naval do Rio Grande, que será presidida pelo deputado Nelsinho Metalúrgico (PT). A iniciativa, que reúne deputados de diversos partidos, tem o propósito de sensibilizar os governos estadual e federal para frear o desmonte da indústria naval.

Depois de investir mais de R$ 15 bilhões e gerar 24 mil empregos diretos, o Polo Naval do Rio Grande corre o risco de desaparecer. Só em 2016, quatro mil trabalhadores foram demitidos com a transferência da construção da plataforma P-58 para o Espírito Santo. Hoje, o polo opera com apenas três mil trabalhadores. E as perspectivas apontam para a demissão de mais 1800, caso a Petrobras não firme novos contratos para a Plataforma P-54, que está em fase de finalização. O alerta foi feito pelo deputado Nelsinho Metalúrgico, que prometeu trabalhar para unificar os deputados estaduais, federais e senadores gaúchos, independente de siglas partidárias, em torno da defesa da indústria naval.

Sem êxito, até agora, na missão de garantir o apoio do governo do Estado para a causa, Nelsinho Metalúrgico classificou o silêncio do Executivo de constrangedor. “Chega a ser constrangedor o silêncio do governo do Estado sobre este quadro desastroso para todo o Rio Grande do Sul”, declarou, ressaltando, no entanto, que é preciso buscar a parceria do governo Sartori para “demover a Petrobras da ideia insana de acabar com a indústria naval”.

Pedido de socorro

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande, Benito Gonçalves, disse que os trabalhadores estão “pedindo socorro à Assembleia Legislativa”. “A direção da Petrobras está praticando um crime lesa-pátria. Não há economia que explique o fato de deixar plataformas em fase de finalização e com todo o material disponível paralisadas aqui e licitar no exterior por um valor três vezes maior”, denunciou.

O vice-reitor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Danilo Giroldo, afirmou que o polo naval transformou a realidade socioeconômica da região. “A região se estruturou para receber a indústria naval, que é estratégica, pois gera empregos, possuialto conteúdo tecnológico e é imprescindível para a soberania nacional”, pontuou.

Já o prefeito do Rio Grande Alexandre Lindenmeyer argumentou que o polo naval garantiu um crescimento de 12% ao ano na região, quadruplicou a arrecadação e duplicou a renda. Lembrou que, para cada emprego direto, foram gerados de quatro a cinco indiretos na cadeia produtiva.

Para ele, “o cavalinho de pau” que o governo está dando na política industrial brasileira lançará os estaleiros no limbo. “É inadmissível abandonar estruturas prontas, ativos consolidados, equipamentos de última geração e mão de obra qualificada. O Brasil pode mais do que exportar commodities. Pode ter uma política industrial própria”, defendeu.

Lindenmeyer revelou ainda que, embora trabalhe para desativar o polo, a direção da Petrobras deverá licitar, até 2021, 19 novas plataformas.

Participaram do lançamento da Frente Parlamentar os deputados do PT, PSol e PSB. Também acompanharam a instalação da Frente representantes da CUT, Sindicato dos Petroleiros, Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-sal, Federação dos Metalúrgicos e uma comitiva de trabalhadores do Polo Naval do Rio Grande e de São José do Norte.


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