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- 18-03-2017 - 09h51min
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Fim de temporada: baixo movimento dos hotéis marca o verão 2017

Cenário contrário ao de anos anteriores foi sentido pelo ramo da hotelaria
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Foto: Fabio Dutra\JA

Hotéis vêm sentido os reflexos das crises econômica e do setor naval no número de hóspedes e clientes

  • Hotéis vêm sentido os reflexos das crises econômica e do setor naval no número de hóspedes e clientes Promoções e planejamento são as estratégias para o restante do ano

Foto: Fabio Dutra\JA

Fim de temporada: baixo movimento dos hotéis marca o verão 2017

Hotéis vêm sentido os reflexos das crises econômica e do setor naval no número de hóspedes e clientes

FERNANDA CADAVAL

fernanda.jornalagora@gmail.com

E na próxima segunda-feira, 20 de março, encerra mais uma temporada de veraneio. Mesmo sendo um curto período de dias quentes, céu azul e altas temperaturas na região Sul do País, essa época do ano costuma ser de lucro para setores do comércio e o de serviço. Um exemplo disso é a rede hoteleira que, durante o verão, costuma esgotar as vagas com turistas interessados em curtir a praia. 

No entanto, mesmo com um verão marcado pelas altas temperaturas, gerentes de hotéis não viram lotação máxima em seus empreendimentos ao longo de toda a temporada. A crise econômica que afeta todo o País e mais especificamente o desemprego do polo naval na cidade do Rio Grande refletiram significativamente no movimento dos hotéis da cidade e também do balneário Cassino. 

 BAIXO MOVIMENTO

Se em anos anteriores faltavam vagas em hotéis para os turistas, hoje eles voltaram a ser o principal foco e sustento dos empreendimentos no Município. No auge do polo naval, hotéis ficaram repletos de executivos, engenheiros e trabalhadores do setor naval que disputavam atenção e os quartos com turistas e visitantes. Porém, com a recessão que atingiu o Polo Naval há mais de um ano, hotéis, pousadas e aparts sentiram a queda do movimento. Fato que só veio a piorar há cerca de três meses, com as mais de 3 mil demissões e a paralisação das atividades do Estaleiro Rio Grande

O proprietário de um empreendimento na beira da praia do cassino afirma ter sido essa uma temporada diferente se comparada com as anteriores. Em que as lotações ficaram restritas a períodos específicos do veraneio. “A temporada foi atípica dada a situação econômica atual. Nesse verão, recebemos uma frequência maior de uruguaios e argentinos, principalmente na primeira quinzena de janeiro. Podemos dizer que foi satisfatório o movimento que tivemos”, declara José Nelson da Silva.

Nelson comenta também que o Carnaval do Cassino impulsionou o movimento no mês de fevereiro. “O mês de fevereiro no geral foi mais fraco se comparado a janeiro, no entanto com o Carnaval tivemos lotação total. O Carnaval família atrai muitas pessoas para nossa praia, a cada ano aumenta mais o número de hóspedes”, afirma ele.

Já para o gerente comercial de uma rede hoteleira, que está, há mais de 30 anos, no balneário cassino e mais recentemente também no centro da cidade, a expectativa já era de uma temporada de baixo movimento. “Já tínhamos a expectativa de não ser muito alto os números do veraneio, porém, dentro do que planejamos, tivemos um acréscimo no hotel do Cassino se comparado ao mesmo período do ano passado”, aponta Rogério Schwartz. No entanto, esse aumento não foi percebido na sede da cidade, onde em 2016 foram registrados aumento no número de hóspedes. “Essa mudança se dá aos acontecimentos do Polo Naval, no entanto precisamos trabalhar para reverter esse cenário”. O gerente fala ainda que é preciso considerar as festas que marcam a temporada de verão, “Consideramos os períodos sazonais, como as festas, férias, comemorações religiosas. No Cassino, durante esses acontecimentos, tivemos aumento no movimento”, declara Rogério.  

BUSCANDO ALTERNATIVAS

A mudança no setor hoteleiro no Município é visível e, mesmo com um aumento relativo do movimento durante o verão, os hotéis precisam buscar formas e alternativas para enfrentar esse desafio ao longo do ano. Planejamento e promoções são as palavras chaves para fazer de 2017 um ano melhor que o anterior. Para o proprietário Nelson que está há 10 anos no ramo hoteleiro e mais de 20 no aluguel de residências, a temporada de verão foi uma das mais fracas dos últimos anos e, segundo ele, as perspectivas não são boas para o restante do ano, porém acredita que para reverter a situação a saída esteja em baixar os preços e realizar promoções. “Nossos preços já estão baixos, mas com o fim do veraneio iremos focar em mais descontos e promoções para atrair clientes e melhorar nossas expectativas”, comenta o proprietário. 

Para Schwartz, as estratégias usadas não serão diferentes. “Para 2017 precisamos recuperar os números de 2016. Embora o hotel tenha um nome forte e de tradição na cidade, planejamos nossas ações, procuramos sempre qualificar e melhorar nosso atendimento e atualizar nossos colaboradores. No entanto, a crise afeta a todos do setor”, finaliza o gerente comercial.   


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