Jornal Agora | Crise: veranistas economizam à beira-mar
 
fechar
fechar

Seu voto foi registrado. Agradecemos sua participação.

Seu voto já foi computado nas últimas 24 horas.

Resultado parcial

Atenção: o resultado desta enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de
                 leitores do Agora Online.
Redes sociais
voltar

AMBULANTES

- 11-01-2017 - 13h50min
fechar
enviar Máximo 500 caracteres
* Ao enviar qualquer comentário, o usuário declara-se ciente e aceita integralmente o termo de uso
fechar

Comunicar erro

Se você encontrou alguma informação que esteja errada, utilize este espaço para reportar erros.

enviar Máximo 500 caracteres
fechar

Envie esta notícia para um amigo

» Adicionar mais um destinatário

enviar Máximo 500 caracteres

Crise: veranistas economizam à beira-mar

Ambulantes investem financeira e fisicamente ao trilhar a praia do Cassino, porém a temporada 2016/17 é considerada a pior dos últimos anos
fechar

Galeria de vídeo

fechar

Galeria de áudios

fechar

Galeria de fotos

Foto: Hiago Reisdoerfer

Leandro Silva vem pelo terceiro verão ao balneário e notou diminuição nas vendas

  • Leandro Silva vem pelo terceiro verão ao balneário e notou diminuição nas vendas

Hiago Reisdoerfer

Crise: veranistas economizam à beira-mar

Leandro Silva vem pelo terceiro verão ao balneário e notou diminuição nas vendas

POR ESTHER LOURO

esther@jornalagora.com.br

Mais uma temporada de verão está movimentando o balneário Cassino. A Operação Golfinho estima que 120 mil pessoas frequentem a beira da praia aos finais de semana. Nos demais dias, visivelmente, o movimento cai na praia do Cassino, e um motivo pode ser a crise, já que veranear no balneário – para quem vem de fora da região – não é mais tão acessível a todos os bolsos.

Essas 120 mil pessoas fazem com que o Cassino seja um destino atrativo para os ambulantes, seja os que andam a pé com seus produtos, seja os que fixam seus trêileres na praia. No entanto, essa temporada, na opinião dos comerciantes, está sendo a pior de muitos anos.

VARIEDADE X CRISE

A orla cassinense é repleta de trêileres com as mais variadas comidas e bebidas, de food trucks com opções de gastronomia de praia e, ainda, das boas e velhas carrocinhas que vendem as tradicionais caipirinhas, milho verde e cachorro-quente. Mas, as opções de produtos à beira da praia vão muito além, há vendedor que caminha dezenas de quilômetros com araras de roupa, chapéu, relógios, óculos, redes, biquínis, pipas e até a moda do verão, as 'chokers' dos mais  variados estilos.

Apesar da disposição dos ambulantes, a temporada não se mostra muito positiva, praticamente todos disseram ter notado uma considerável diminuição nas vendas. Alguns, ainda, arriscaram até um número: 30% de redução quando comparadas à última temporada, que, a propósito, já não tinha sido boa.

Há cinco anos, o mineiro Durval Ribeiro vende cangas e vestidos na praia do Cassino. Seus preços partem de R$ 30 e, em dias com bom movimento, ele costuma ficar das 9h às 21h. Mas, mesmo assim, Durval classifica este como o pior ano de todos os que esteve no Cassino. “Está ruim, muito fraco, no fim de semana que dá uma melhorada, teve dia de semana em que eu não vendi nada […] a culpa é da crise mesmo, ano passado a gente já sentiu isso e esse ano está pior”, disse.

Bem próximo à Estátua de Iemanjá, em seu segundo verão no Cassino, a pelotense Maria Furtado, do trêiler JM, não coloca toda a culpa na crise, segundo ela “a má conservação” da praia também influencia. “Está mais fraco do que no ano passado e não só as vendas, a gente nota que até o movimento está menor, o turista não tá gostando da praia, tá muito mal cuidada. Hoje mesmo, teve turista atolando o carro, tem muita areia solta e ninguém faz nada”, concluiu a pelotense.

Outro mineiro, Leandro Silva, vem pelo terceiro verão ao balneário e também notou a diminuição nas vendas. “É a crise mesmo, desta vez nem deu para trazer tanta variedade, porque já ficamos preocupados, o ano passado também foi fraco”, disse Leandro. Ainda segundo ele, caminhando bastante sempre dá para vender alguma coisa, mas os fins de semana, com certeza, são os dias mais rentáveis. Os preços das cangas, vestidos e biquínis do Leandro estão sendo vendidos a partir R$ 40.

Derleval Oliveira carrega sua carrocinha de cachorrão por toda a praia e acredita que seu ramo é um dos menos afetados pela crise. “Este é o meu segundo ano e está um pouco mais fraco mesmo, mas não dá para reclamar. Eu acho que comida o pessoal acaba consumindo sempre”, disse. Segundo ele, em seu pior dia na praia, vendeu cerca de 30 cachorros-quentes e, em dias bons, os números chegam a 120 unidades. A carrocinha de Derleval tem uma promoção bem chamativa: R$ 9,90 o cachorrão mais um refrigerante de lata.

Há cinco verões com o trêiler Top Açaí, Rafael Saiago não sentiu tanto a crise, porque acredita que já conquistou um público no decorrer dos anos. “Não está igual aos outros anos realmente, até o movimento está mais fraco mesmo. Mas, eu acredito que, como a gente já conquistou uma clientela durante esses anos, a crise não está tão forte para nós. Mas, realmente, tem muita gente reclamando mesmo do movimento”, disse Rafael. Outra questão levantada pelo comerciante é a da concorrência, “No começo, eram três trêileres de Açaí, nesse ano são 15 e isso faz a gente tentar conquistar ainda mais o cliente, porque, com tanta concorrência, a gente não pode dar brecha”, concluiu.


comente Comentários(7)

Participe


Sua opinião Agora

No dia 12 de janeiro, o prefeito Alexandre Lindenmeyer tornou pública a decisão do Executivo em não destinar verba para o Carnaval Oficial do Município. Após o anúncio, a Liga Independente das Escolas e Entidades do Samba do Rio Grande (Lieesa) decidiu não realizar o evento. O que você achou da decisão do Executivo de não destinar verba pública para o Carnaval?

resultado votar
Veja mais

Plantão



Comparte Jornal Agora - Todos os direitos reservados